UNICEF pede a crianças para desenharem como se sentem na quarentena

Tristeza, saudades da escola, alegria por não estar doente, medo de perder alguém são alguns dos sentimentos expressos por meninas e meninos brasileiros. Campanha “Sentimentos no Papel” incentiva famílias a ouvir as crianças e postar seus desenhos

“Eu tô com saudade da escola. E também eu fico com falta dos meus amigos, eu gosto deles, mas não falo com eles, entendeu? Eu tô com saudade”, explica Bianca Fontoura, de 5 anos, moradora de Manaus. – Desenho: Bianca Fontoura

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Como as crianças estão se sentindo durante a pandemia de COVID-19? O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está fazendo essa pergunta a meninas e meninos de diferentes partes do país.

Por meio de desenhos, as crianças contam que sentem falta da escola, mostram que o novo coronavírus as assusta, mas também trazem mensagens de esperança.

Lançada na quarta-feira (22), a campanha “Sentimentos no Papel” tem como objetivo dar voz às crianças e incentivá-las a expressar seus sentimentos (confira os 15 primeiros desenhos aqui).

“O novo coronavírus mudou a rotina das famílias e das crianças, impactando muito seu cotidiano. Neste momento, é fundamental acolhê-las e criar um ambiente em que elas possam expressar seus sentimentos”, explica Michael Klaus, chefe de Comunicação e Parcerias do UNICEF no Brasil.

“A campanha surge com este objetivo: estimular as crianças a contar como estão se sentindo por meio de desenhos.”

Os 15 primeiros relatos já chegaram ao UNICEF, e trazem mensagens muito importantes. Lucas Fontoura, de 9 anos, morador de Manaus (AM), colocou no papel os diferentes sentimentos que fazem parte de seu dia a dia agora.

“Eu tenho várias emoções. É muito confuso. Num dia eu estou triste porque não posso sair de casa, não posso ver meus amigos. Noutro dia estou feliz porque aprendi uma coisa nova. Depois eu fico triste de novo porque penso que pode morrer alguém próximo de mim”, explica o menino.

“Eu sinto saudade de abraçar e beijar minha vó, meu vô, minha mãe”, conta Alessandra Albuquerque, de 11 anos, de Fortaleza (CE). “Eu desenhei a minha família brincando de massinha, e corações porque eu tô gostando. A gente tá dentro de casa porque não pode sair”, diz Sofia Baldinato, de 5 anos, de Carapicuíba, SP

Para participar da campanha, pais, mães e responsáveis devem abrir esse espaço de diálogo com seus filhos e filhas, organizando um ambiente acolhedor, em que a criança possa desenhar e falar sobre como se sente.

Em seguida, os adultos podem usar o Stories do Instagram, postando a foto do desenho, uma fala da criança ou um vídeo dela explicando o desenho, acompanhado da hashtag #sentimentosnopapel e marcando o perfil @unicefbrasil.

As imagens serão selecionadas e parte delas será divulgada nas redes sociais do UNICEF no Brasil, contribuindo para dar visibilidade aos sentimentos de cada criança, em tempos de coronavírus.

Por UNESCO

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