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Yaguareté una

  –  Refúgio tem reprodução inédita de onças-pintadas. Dois filhotes nasceram entre quarta (28) e quinta-feira (29). Eles passam bem.  –  

O nascimento dos bebês-onças ocorreu apenas três meses depois da aproximação entre Valente, antigo morador do Refúgio, e a recém-chegada Nena - Foto: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional
Os pais da ninhada: “Valente”, antigo morador do Refúgio, e a recém-chegada “Nena” (Foto: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional)

O Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (Paraná), registrou a primeira reprodução em cativeiro de onças-pintadas. Dois filhotes nasceram entre a tarde de quarta-feira (28) e a manhã desta quinta (29).
O nascimento dos bebês-onças ocorreu apenas três meses depois da aproximação entre Valente, antigo morador do Refúgio, e a recém-chegada Nena, procedente da divisa do Mato Grosso do Sul e Goiás.
A reprodução da espécie era um sonho antigo dos profissionais do Refúgio. O local já é referência em reprodução de outros animais, como a harpia, o veado-bororó e a anta.
O nascimento das onças confirma a época de alta fertilidade no Refúgio, onde atualmente as harpias, por exemplo, estão se reproduzindo. Seis ovos estão sendo chocados.
Conquista – Desde duas semanas atrás, quando Nena já vinha dando sinais de gestação, ela foi retirada do recinto principal, para se preparar para a chegada dos bebês.
Agora, a mamãe-onça e os filhos estão em uma maternidade isolada, no Zoológico Roberto Ribas Lange, dentro do RBV, onde recebem todos os cuidados.
Para o médico-veterinário Wanderlei de Moraes, da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu, essa é uma das principais conquistas da unidade de conservação. A primeira tentativa de reprodução da espécie no RBV começou há 14 anos, com a chegada da onça Juma. Mais tarde se descobriu que Juma tinha problemas de infertilidade, por causa da idade.
Moraes lembra “que Valente e Nena eram filhotes órfãos quando foram resgatados e não conseguiriam sobreviver na natureza. Hoje, eles têm o papel fundamental de contribuir para reprodução da espécie em cativeiro”. E completa: “Quem sabe um dia seus descendentes possam voltar à liberdade”.
Pretinhos – Os dois filhotes de onça passam bem. Eles são melânicos, isto é, sua cor é preta, como a da mãe. Mas, embora Nena seja preta e Valente pintado, a diferença é só uma questão de pigmentação, em função da quantidade de melanina. Ambas as onças são da mesma espécie (Panthera onca).
Para garantir a integridade dos bebês-onças e evitar estresse da mãe, só a partir da semana que vem serão feitas imagens dos animais. Se tudo der certo, já em março a mãe e os filhotes serão expostos para visitação. Atualmente, só Valente é mantido na área de visitantes do recinto das onças, que integra o circuito turístico.
Em extinção – Quando Nena chegou, em setembro, os profissionais da unidade de conservação foram bastante prudentes. Eles trabalhavam com a expectativa de que os primeiros filhotes fossem gerados em um ano.
A antecipação do prazo traz esperança de nascimento de mais onças-pintadas, espécie em processo de extinção na natureza. A única reserva de grande porte no Sul do País que abriga a espécie é o Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira do Brasil com a Argentina, onde estão as Cataratas.
Histórico – A onça-preta fêmea foi doada à unidade de conservação pelo Criadouro Científico Instituto Onça-Pintada, de Goiás. Em idade fértil, a nova integrante do plantel de Itaipu foi sendo gradativamente introduzida no recinto da onça-pintada macho Valente, para que se acostumassem um com o outro.
Valente, capturado em uma fazenda no Mato Grosso do Sul, na divisa com São Paulo, tem nove anos de idade e Nena, três. Ela é a sexta onça recebida pelo Refúgio mantido pela Itaipu Binacional.
Primeiro veio Juma, em 2002. Depois, Tonhão, Valente e Teka (também conhecida como Beyonça). E em setembro, junto com Nena, chegou também uma onça-pintada macho, que tem a mesma idade dela. Estrela do Refúgio desde que havia chegado ao local, Juma morreu no começo deste ano, já com a idade avançada. Tonhão e Teka foram conduzidos para outros zoológicos.
Onça-pintada – A onça-pintada (Panthera onca) é um mamífero da família Felíade. É carnívoro, pode chegar aos 2,10 metros de comprimento, pesar 150 kg e medir 90 centímetros de altura. Vive às margens dos rios e também nos ambientes campestres, desde o Sul dos EUA até a Argentina.
Os bebês nascem cegos e passam a enxergar depois de duas semanas de vida. Os machos atingem a maturidade sexual aos três anos e meio e a fêmea aos dois anos de idade.
Refúgio – O Refúgio Biológico Bela Vista está instalado em uma área de 1.908 hectares, na margem brasileira da usina, em Foz do Iguaçu (PR). O espaço reúne hoje a maior diversidade de espécies da flora e da fauna regional, muitas delas ameaçadas de extinção. O plantel de Itaipu conta com mais de 380 animais.
O local é aberto à visitação. Moradores de Foz do Iguaçu, dos municípios lindeiros ao Lago de Itaipu e da região das três fronteiras não pagam para conhecer o atrativo.
Mais do que uma atração turística, o Refúgio Biológico de Itaipu é um importante centro de pesquisas e desenvolvimento de projetos, que recebe especialistas do mundo inteiro.
Como visitar – A visita pode ser feita de terça-feira a domingo, em seis horários: 8h30, 9h30, 10h30, 13h30, 14h30 e 15h30. A duração do passeio é de aproximadamente duas horas e meia.
Mais informações e reservas para visitar o Refúgio Biológico Bela Vista e outros atrativos de Itaipu podem ser obtidas no site www.turismoitaipu.com.br ou pelos telefones 0800 645 4645 e 55 45 3529-2892.


 
(Itaipu Binacional)

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